Better Planning - Artigo doenças esportistas

Esportistas

Atletas param de competir devido a doenças

Segundo a CBF, 80% dos jogadores recebem até R$ 1.000,00/mês e a maioria não possui nem carteira assinada, portanto não podem usufruir de seguro desemprego ou FGTS.

Para os outros 20%, boa parte deles recebem o salário diluído ainda com o direito de imagem. Uma forma clássica do clube pagar menos encargos trabalhistas.

O que diz a Lei Pelé

Art. 45. As entidades de prática desportiva são obrigadas a contratar seguro de vida e de acidentes pessoais, vinculado à atividade desportiva, para os atletas profissionais, com o objetivo de cobrir os riscos a que eles estão sujeitos.

§ 1º A importância segurada deve garantir ao atleta profissional, ou ao beneficiário por ele indicado no contrato de seguro, o direito a indenização mínima correspondente ao valor anual da remuneração pactuada.

§ 2º A entidade de prática desportiva é responsável pelas despesas médico-hospitalares e de medicamentos necessários ao restabelecimento do atleta enquanto a seguradora não fizer o pagamento da indenização a que se refere o § 1o deste artigo.

O que todos não sabem é que ao finalizar o contrato o seguro se encerra. Seguro e plano de saúde devem sempre ser contratados de forma particular, porque será para o restante da vida.

Lais Souza – ex-ginasta treinava para ser a 1a representante de esqui aéreo, quando sofreu um acidente que causou sua invalidez do pescoço para baixo.

Gustavo Kuerten - aos 31 anos nosso representante máximo no tênis teve uma lesão no quadril e após 3 cirurgias teve que se afastar da carreira em 2008.

Schumacher - após a aposentadoria, em um momento de lazer, o hepta campeão da F1, sofreu um acidente esquiando e até hoje o seu real estado de saúde é desconhecido. O que sabemos é que a família teve um drástico aumento de despesas da casa, pois o campeão recebe seu tratamento na residência.

Loris Karius - em 2018, com 24 anos, o goleiro do Liverpool sofre uma cotovelada no rosto durante a partida. As sequelas ficaram por muito tempo, causando uma invalidez parcial e temporária ao atleta.

Muhammad Ali, Maguila e Eder Jofre - grandes pugilistas tiverem sequelas neurológicas após anos de exposição as pancadas do boxe.

David Astori - jogador italiano de futebol teve morte súbita na concentração da Fiorentina.

Kauê Siqueira - com 21 anos em 2013, após um acidente de carro, onde chegou ao hospital em coma, sofreu uma neurocirurgia no SUS, 26 dias internado e foi colocado de escanteio pelo clube e um grupo de investimentos.
O jogador recorreu a parentes e o que restava das economias para custear sua fisioterapia e o sustento da filha com 4 anos há época. Acabou processando o clube por acidente de trabalho.

Silas Blindeiro - jogador do interior de São Paulo, artilheiro do Capivariano em 2014, onde o time conseguiu acesso ao grupo A1, teve diagnostico de Leucemia. Após 2 anos de tratamentos e 3 quimioterapias, seu contrato não foi renovado em 2016 e ele que começou a arcar com tudo. A sensação dele é que o time o deixou na mão no momento que ele mais precisava. Ele ainda aguardava um doador de médula ossea e já gastou mais de R$ 15.000,00 em exames não cobertos pelo plano de saúde.

Daniel Miller – ex-zagueiro do Penapolense foi dispensado do clube após 7 cirurgias no joelho, encerrando sua carreira com 24 anos.

Henrique Choco - ex-jogador do CSA de Alagoas teve um diagnóstico de arritmia cardíaca no exame admissional, mesmo assim foi contratado. Acabou passando por cirurgia cardíaca e não teve seu contrato renovado.

Marco Aurelio - ex-zagueiro do União dispensado pelo clube após lesão no nervo fibular da perna direita, o que comprometeu 75% do movimento de sua perna. Com 36 anos, foi o primeiro jogador a ter direito por aposentadoria por invalidez.

Lucas Patrick - ex-jogador do Grêmio Osasco teve sua carreira interrompida com 20 anos devido a um erro médico na cirurgia de sua perna direita. O clube fez um acordo com o jogador para encerrar um processo.

Everton Costa - ex-jogador do Vasco, encerrou sua atividade em 2014 com 29 anos, devido a uma anomalia cardíaca.

Diogo Mucuri - ex-jogador do Cruzeiro abandonou os gramados após um infarto em 2006.

Thiago Zeraldo - ex-jogador do Ceará foi demitido após sofrer lesão no joelho.

Sandro Silva - ex-jogador da Portuguesa foi dispensado após ter um rompimento dos ligamentos do tornozelo. Dispensado sem nenhum direito.

Sergio - ex-jogador do São Caetano do Sul, teve morte súbita em campo no ano de 2004, 8 dias depois de completar 30 anos. Até hoje a ex-esposa e filhos dependem de arrecadações patrocinadas para sobreviver.

Helder Fontes de Oliveira - ex-jogador do América de Natal, faleceu após infarto, tinha 27 anos em 2006.

Paulo Rafael de Oliveira Ramos - ex-jogador do Vila Nova, foi aposentado do futebol devido ao agravamento de sua arritmia cardíaca em 2008. Com 24 anos ele faleceu após jogar bola com os amigos.

Frederico da Costa Pinheiro - O atleta morreu de mal súbito atuando pelo Mesquita em pleno jogo em 2010.Infelizmente este evento não tinha desfibrilador.

Edu Matos - ex-zagueiro do Araripina, teve um desmaio em campo seguido de convulsões. Após ser socorrido teve 7 paradas cardíacas, e do dia do ocorrido 27/1/2010 á 18/5/2011 ele ficou em estado vegetativo.

Arjuna Luiz Venutto Ramos - em 2012, com 17 anos o ex-atleta do São Bernardo, que disputava o campeonato paulista sub 17, teve uma parada cardíaca e morreu em seguida.

Neto Maranhão – ex-jogador do Potiguar de Mossoró faleceu com 28 anos em 2013, devido a uma parada cardiorrespiratória.

Bernardo Ribeiro - 26 anos, este ex-jogador da Friburguense sofreu um mal súbito em 2016 e faleceu no hospital.

Danilinho ou Danilo Caçador - em 2018 o ex-atleta do Juazeirense, com 32 anos, passou mal e não resistiu.

Ramos Costa - morreu com 31 anos, em 2018, após uma parada cardiorrespiratória em um jogo com amigos.